Mídia Censurada

Realidade censurada, verdade oculta. E mais algumas curiosidades…

Mídia e cultura: influência nas transformações tecnológicas.

Todos nós podemos afirmar que a tecnologia é uma chave importante para a informação e comunicação no mundo. Ela influi tanto nas formas de lazer e entretenimento quanto no trabalho, no consumo, na educação e quase em tudo que faz parte da sociedade atual, principalmente na cultura.

Se o desenvolvimento da tecnologia for estratégico, mudanças podem acontecer em toda a estrutura das sociedades.

Segundo a autora Lúcia Santaella, a cultura das mídias foi um processo, que ocorreu entre a cultura de massas e a cultura virtual, gerando uma evolução na produção, na distribuição e no consumo.

Para ela, os meios de comunicação são apenas meios para transmissão da informação (são superficiais, pelo fato de serem os primeiros a aparecerem no processo comunicativo), por isso, não devemos relacionar as transforma

ções culturais apenas às novas tecnologias, e sim, relacionar aos tipos de mensagens e processo de comunicação que moldam o pensamento humano, gerando novos ambientes socioculturais.

Assim, estes meios são responsáveis pela troca, crescimento e multiplicação de novos códigos, signos e linguagens, que são considerados as primeiras mediações sociais.

As mídias, em função do processo de comunicação, são inseparáveis na forma de socialização e cultura que são capazes de criar, de modo que cada meio de comunicação traz um diferente ciclo cultural que lhe é próprio. Portanto, pode-se estudar sociedades cuja cultura se molda pela oralidade, então pela escrita, mais tarde pela explosão das imagens através das mídias.

É importante lembrar que as formações comunicativas não substituem umas as outras. E sim, se integram, provocando reajustes. Alguns elementos sempre desaparecem, fazendo com que um meio seja substituído por outro, por exemplo, a máquina de escrever que foi substituída pelo computador.

Devemos levar em consideração também que as diferentes formas de culturas dependem diretamente uma da outra. Como exemplo da autora, a cultura impressa nasceu de uma cultura da escrita não alfabética, que foi importante para entender a arte moderna. Assim, é importante para o entendimento da cibercultura, o reconhecimento da transição da cultura.

Nos anos 80, começaram a aumentar as misturas entre linguagens e meios, que funcionam como um multiplicador de mídias. Tais linguagens geram mensagens que podem ser encontradas, por exemplo, nos jornais, revistas, televisão…

Ao mesmo tempo, novas equipamentos foram criados possibilitando o aparecimento de uma cultura: fotocopiadoras, videocassetes e aparelhos para gravação de vídeos, equipamentos do tipo walkman e walktalk, acompanhados da indústria de videoclips e videogames, junto com a indústria de filmes em vídeo para serem alugados nas videolocadoras, tudo isso gerando a TV a cabo. Esta tecnologias tem como principal caracteristica o consumo individualizado, constituindo uma cultura de mídias. Através deles, as pessoas buscam informações e entretenimento que elas desejam encontrar.

Portanto, conclui-se que a nova mídia não é uma mídia de massa em relação a uma audiência uniforme e simultânea da mensagem recebida. Pelo fato da multiplicação de mensagens e fontes, a própria audiência se torna seletiva, pois ela tende a escolher suas mensagens, aumentando o relacionamento individual entre o emissor e o receptor.

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